O Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, celebrado em 15 de junho, chega em meio a um cenário preocupante no Brasil.
Dados divulgados pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) mostram que as denúncias de violência contra pessoas idosas continuam crescendo em todo o país.
Nos quatro primeiros meses de 2026, o Disque 100 registrou 75.700 denúncias de violações de direitos envolvendo pessoas idosas. No mesmo período de 2025, haviam sido contabilizadas 58.296 denúncias. O aumento foi de 29,85%.
O levantamento revela ainda que, entre janeiro de 2024 e abril de 2026, foram registradas 435.307 denúncias relacionadas a violações de direitos da população idosa, totalizando mais de 2,5 milhões de violações identificadas pelos órgãos de proteção.
As mulheres idosas aparecem como as principais vítimas. Foram mais de 273 mil ocorrências registradas, com maior concentração entre pessoas de 70 a 74 anos.
Outro dado alarmante é o local onde a violência acontece. A maioria dos casos ocorre dentro do ambiente familiar. Os principais suspeitos são filhos, outros parentes e pessoas próximas às vítimas.
Entre as violações mais frequentes estão negligência, abandono, maus-tratos psicológicos, exposição a riscos à saúde, violência patrimonial e constrangimentos.
Especialistas destacam que o aumento dos registros pode refletir tanto a persistência do problema quanto a maior conscientização da população sobre a importância da denúncia.
Neste Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, a reflexão vai além dos números. O enfrentamento da violência exige vigilância da sociedade, fortalecimento das redes de proteção e respeito aos direitos garantidos pelo Estatuto da Pessoa Idosa.
Casos de violência, abandono, negligência ou exploração financeira podem ser denunciados gratuitamente pelo Disque 100, com atendimento 24 horas por dia.